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O futuro das entregas: drones, robôs e veículos autônomos

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O novo normal chegou e as pessoas estão começando a explorar diferentes realidades para o futuro das entregas. 

Apesar da pandemia, os negócios precisam continuar. A Domino's, a maior rede de pizzarias do mundo, firmou recentemente uma parceria com a Nuro, uma empresa americana de robótica, para testar entregas com veículos autônomos. Se você estiver no bairro de Woodland Heights, em Houston, e fizer um pedido pré-pago no site da Domino's, um veículo de entrega robótico totalmente autônomo e sem ocupantes, chamado Nuro R2, entregará seu pedido rapidinho.

“Essa é a tecnologia que vemos no horizonte. A questão de se os veículos autônomos estão chegando já foi respondida. Como isso afetará o setor de entregas é algo que precisamos entender. Somos uma grande empresa de entregas e precisamos compreender como essa tecnologia irá impactá-lo”, afirma Dennis Maloney, vice-presidente sênior e diretor de TI da Domino's, com sede em Ann Arbor, Michigan.

Além disso, empresas como a Amazon e o eBay já investem há tempos em projetos de entrega por drones. A Amazon Air, serviço que entregará encomendas usando drones, recebeu aprovação federal em agosto de 2020 para operar sua frota de drones de entrega. 

“Essa certificação é um importante passo adiante para o Prime Air e indica a confiança da FAA nos procedimentos operacionais e de segurança da Amazon para um serviço autônomo de entrega por drones que, um dia, entregará encomendas aos nossos clientes em todo o mundo. Continuaremos a desenvolver e aprimorar nossa tecnologia para integrar totalmente os drones de entrega ao espaço aéreo e trabalharemos em estreita colaboração com a FAA e outras agências reguladoras em todo o mundo para concretizar nossa visão de entrega em 30 minutos”, explicou David Carbon, vice-presidente da Amazon Air.

Atualmente, vivemos em um mundo onde as empresas não estão mais limitadas às suas áreas de atuação principais. Influenciadas pela pandemia e impulsionadas pelo futuro das entregas, as marcas buscam criar modelos de negócios que se adaptem facilmente às mudanças e possibilidades à medida que surgem. 

Por exemplo, a Uber sempre afirmou que não é uma empresa de táxi, mas sim um serviço de comunicação que ajuda passageiros e motoristas independentes a se conectarem. 

Uma grande mudança na entrega de produtos é que ela não se limita mais a empresas e distribuidores. Tradicionalmente, os produtos eram enviados para lojas de varejo e centros de distribuição. Os clientes podiam escolher entre navegar e comprar nas lojas ou solicitar a entrega em domicílio, que sempre foi uma opção secundária. 

Isso está mudando drasticamente. Com cada vez mais clientes comprando online, a opção de entrega em domicílio está ganhando cada vez mais destaque. Para muitos clientes, é inclusive a primeira escolha.

A McKinsey afirma: "Até 2025, o volume de encomendas será igual ao de correspondências" 

Isso nos dá uma ideia da mudança revolucionária que o setor de encomendas está prestes a vivenciar. Atualmente, o setor movimenta 70 bilhões de euros. Esse valor exclui coleta, transporte e triagem, sendo que os EUA, a China e a Alemanha contribuem com mais de 40% do mercado. A entrega autônoma não só reduz os custos exorbitantes associados à logística de movimentação, como também ajuda a atender a um grupo crescente de clientes que desejam entregas mais rápidas em domicílio, porém a preços mais acessíveis. 

Além disso, há concertos sobre entregas no último quilômetro e áreas de difícil acesso. 

Aguardamos com expectativa um futuro de entregas em que todo o setor passará por uma transformação radical. Pode-se dizer que drones e veículos autônomos oferecem uma prévia do que o futuro reserva. No entanto, isso é apenas a ponta do iceberg. Mudanças nos padrões de comércio, desafios do novo normal e expectativas para o futuro definirão os próximos passos; só o tempo dirá.

Samita Nayak
Samita Nayak
Samita Nayak é redatora de conteúdo na Anteriad. Ela escreve sobre negócios, tecnologia, RH, marketing, criptomoedas e vendas. Quando não está escrevendo, geralmente está lendo um livro, assistindo a filmes ou passando tempo demais com seu Golden Retriever.
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